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Tireóide Equina

A glândula tireóide tem função importante no crescimento e maturação de órgãos, além de estimular o consumo de oxigênio, a síntese e o catabolismo de proteínas, a taxa metabólica basal, ajudar na regulação do metabolismo de lipídeos, dentre outras.

 

Apesar de comprovada a existência, o hipertireoidsmo é considerado raro nos equinos.

 

Existe uma grande discussão sobre a ocorrência de hipotireoidismo equino, com apenas poucos trabalhos que confirmam a presença de hipotireoidismo. Os sinais clínicos que caracterizam o hipotireoidismo são: letargia, intolerância ao frio, ganho de peso, gordura localizada no pescoço, infertilidade, anidrose, rabdomiólise, intolerância ao exercício e anormalidade da pelagem.

 

O hipotireoidismo congênito (Bócio) ocorre em potros ao nascimento devido à deficiência ou ao excesso de iodo, ingestão de plantas goitrogênicas ou deficiência de selênio, todos relacionados à dieta da égua. Estes potros muitas vezes nascem fracos, com hipotermia, alopecia e anormalidades músculoesqueléticas, como contratura e ruptura de tendões e atraso no desenvolvimento ósseo.

 

Pesquisadores estão concordando que muitos dos sinais clínicos do hipotireoidismo são semelhantes aos da Síndrome Metabólica Equina (E.M.S.), por isso a importância também em avaliar o animal para E.M.S. Também encontramos alguns sinais clínicos semelhantes à Disfunção do Pars Intermedia da Pituitária (P.P.I.D. (Cushing)).

 

Para o diagnóstico laboratorial do hipotireoidismo equino e dentro do que é encontrado disponível no mercado para equinos, os testes sugeridos são T4 total, T4 livre por diálise e T3 total.

 

A técnica radioimunoensaio é a mais indicada para realização dos exames hormonais.

 

Existem vários fatores que podem alterar os valores de T4 total. Desta forma, não é caracterizado que o animal seja hipotireoideo, apesar do nível de T4 total estar abaixo da normalidade. Exemplos destes fatores são tratamentos com fenilbutazona ou corticosteróide, dietas ricas em energia, proteína, zinco e cobre, deficiência de selênio, a qualidade do pasto (chuva, fertilizantes, idade e maturidade), confinamento, estresse, transporte, mudança de rotina etc.

 

Alguns pesquisadores acreditam, que a suplementação com levotiroxina sódica seja benéfica em animais que possuem valores baixos de T4 total, mas que não tenham hipotireoidismo. A levotiroxina sódica estimula o metabolismo e a perda de peso, reduz a resistência à insulina, melhora o tempo de recuperação de lesões, a qualidade do casco, o pêlo e a performance.

 

Texto extraído em parte de “Breuhaus, B.A, 2011 – Disorders of the Equine Thyroid Gland, Vet. Clin. Equine 27 (2011), 115-118”.

Se desejar, entre em contato com o B.E.T. Laboratories para analisarmos o caso específico de cada animal e indicarmos os testes necessários para a avaliação da glândula tireóide.