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DISFUNÇÃO DA PARS INTERMEDIA DE PITUITÁRIA (P.P.I.D.) ("CUSHINGS")

    P.P.I.D. (disfunção da pars intermedia de pituitária) também é conhecida como Síndrome de Cushing, apesar do termo “Cushings” não ser mais utilizado. Reconhecida por pesquisadores como uma endocrinopatia geriátrica dos equinos, mas devemos sempre lembrar que também acomete animais jovens.

    P.P.I.D. é uma doença neurodegenerativa caracterizada pela diminuição dos neurotransmissores da dopamina.

    Os sinais clinicos da P.P.I.D. são:

    Diminuição da performance, intolerância ao exercício, mudança no comportamento/ letargia, laminite, abscessos recorrentes de sola, desmite/tendinite, frouxidão de ligamentos e tendões, diminuição da massa muscular esquelética, adipose localizada, poliúria, polidipsia, infecções crônicas e atraso no processo de cicatrização, úlcera de córnea recorrente, cios irregulares, anovulação, infertilidade, pseudolactação, hiperhidrose, abdômen abaulado, aumento ou diminuição da sudorese, hirsutismo localizado ou generalizado e convulsão/ataxia.

    Vale ressaltar que o animal positivo para P.P.I.D. pode apresentar apenas um ou alguns dos sinais clínicos.

    Os animais com P.P.I.D. podem apresentar uma sensibilidade normal à insulina, o que representa um baixo risco de ocorrência de laminite ou podem apresentar uma desregulação da insulina o que representa um alto risco para ocorrência de laminite.

 

 

·       Frank, N. et al - Guide to Insulin Resistance & Laminitis for Equine Practitioners (2010)

·       McFarlane et al. Vet.Clin. North Am.Equine Pract. 27 (2011)

·       McGowan, C.M. AAEP Proceedings (2018)

·       Frank, N. Comunicação pessoal (Dezembro 2019)

·       Stewart, A.J. et al; Global Equine Endocrine Symposium (2020)

 

 

 

    Diferentes protocolos são recomendados pela comunidade científica para o diagnóstico de P.P.I.D..

    A escolha do protocolo a ser utilizado deve ser de acordo com os sinais clínicos (estresse, manqueira, laminite etc), acesso à centrífuga e época do ano. Caso tenha dúvida, por gentileza entre em contato que teremos satisfação em ajudá-lo a escolher o melhor protocolo para o seu paciente.

 

PROTOCOLO 1:

Amostra basal para ACTH, Insulina e T4 total

 

OBS: Feno no dia anterior até às 22:00h; deixar em jejum após as 22:00h até a coleta da amostra na manhã seguinte.

Coletar a primeira amostra sanguínea em 2 tubos (1 tubo a vácuo de tampa vermelha e 1 tubo a vácuo de tampa roxa) no período da manhã. Os exames a serem realizados nestas amostras serão Ttotal, Insulina e ACTH.

OBS: Separar o plasma por centrifugação em até 4 horas após a coleta para a dosagem do ACTH. A amostra para ACTH deve ser enviada congelada ou resfriada a 4oC se a amostra for chegar ao laboratório em 48 horas.

 

OBS: No hemisfério norte não é recomendada a realização da análise do ACTH durante o outono. Não existem trabalhos científicos em relação às estações do ano e regiões no Brasil e aos valores normais de ACTH.

 

 

ACTH < 30 pg/mL = negativo

 

No hemisfério norte durante o outono:

ACTH > 200 pg/ml= positivo

ACTH < 110 pg/ml= negativo

ACTH entre 110 – 200 pg/ml = crítico

 

 

 

PROTOCOLO 2:

Amostra basal de ACTH 

 

Coletar a amostra sanguínea em tubo a vácuo de tampa roxa no período da manhã.

OBS: Separar o plasma por centrifugação em até 4 horas após a coleta para a dosagem do ACTH. A amostra para ACTH deve ser enviada congelada ou resfriada a 4o C se a amostra for chegar ao laboratório em 48 horas.

 

OBS: No hemisfério norte não é recomendada a realização da análise do ACTH durante o outono. Não existem trabalhos científicos em relação às temperaturas e regiões no Brasil e aos valores normais de ACTH.

 

 

ACTH < 30 pg/ml = negativo

 

No hemisfério norte durante o outono:

ACTH > 200 pg/ml= positivo

ACTH < 110 pg/ml= negativo

ACTH entre 110 – 200 pg/ml = crítico

 

 

PROTOCOLO 3:

 

Ritmo Circadiano + Teste de supressão com dexametasona + ACTH

Exames realizados: T4 total, Cortisol, Insulina e ACTH

 

OBS: Evitar ao máximo o estresse do animal durante todo o teste.

A administração da dexametasona não deve ser realizada em animais com histórico de laminite.

 

1. O animal deverá estar em jejum por período mínimo de 4 horas.

Coletar a primeira amostra sanguínea em 2 tubos (1 tubo a vácuo de tampa vermelha e 1 tubo a vácuo de tampa roxa) no período da manhã. Os exames a serem realizados nestas amostras serão Ttotal, Cortisol, Insulina e ACTH.

OBS: Separar o plasma do tubo a vácuo de tampa roxa por centrifugação em até 4 horas após a coleta para a dosagem do ACTH. A amostra para ACTH deve ser enviada congelada ou resfriada a 4o C se a amostra for chegar ao laboratório em 48 horas.

Alimentação normal após a coleta da primeira amostra sanguínea.

 

2. Coletar a segunda amostra sanguínea em tubo a vácuo de tampa vermelha 8 a 10 horas após a coleta da primeira amostra sanguínea. O exame a ser realizado nesta amostra será o Cortisol.

3. Administrar 0,04 mg/kg de dexametasona via IM após a coleta da segunda amostra sanguínea. 

4. Coletar a terceira amostra sanguínea em tubo a vácuo de tampa vermelha 19 horas após a administração da dexametasona.

 

 

Ritmo circadiano < 30%= positivo 

Cortisol pós dexametasona > 10 ng/dl= positivo

ACTH < 30 pg/ml = negativo

OBS: No hemisfério norte não é recomendada a realização da análise do ACTH durante o outono. Não existem trabalhos científicos em relação às temperaturas e regiões no Brasil e aos valores normais de ACTH.

 

No hemisfério norte durante o outono:

ACTH > 200 pg/ml= positivo

ACTH < 110 pg/ml= negativo

ACTH entre 110 – 200 pg/ml = crítico

 

 

 

PROTOCOLO 4:

Ritmo Circadiano + Teste de supressão com dexametasona

Exames realizados: T4 total, Cortisol e Insulina

 

OBS: Evitar ao máximo o estresse do animal durante todo o teste.

A administração da dexametasona não deve ser realizada em animais com histórico de laminite.

 

1. O animal deverá estar em jejum por período mínimo de 4 horas.

Coletar a primeira amostra sanguínea em tubo a vácuo de tampa vermelha no período da manhã. Os exames a serem realizados nesta amostra serão Ttotal, Cortisol e Insulina.

Alimentação normal após a coleta da primeira amostra sanguínea.

2. Coletar a segunda amostra sanguínea em tubo a vácuo de tampa vermelha 8 a 10 horas após a coleta da primeira amostra sanguínea. O exame a ser realizado nesta amostra será o Cortisol.

3. Administrar 0,04 mg/kg de dexametasona via IM após a coleta da segunda amostra sanguínea. 

4. Coletar a terceira amostra sanguínea em tubo a vácuo de tampa vermelha 19 horas após a administração da dexametasona.

 

 

Ritmo circadiano < 30%= positivo 

Cortisol pós dexametasona > 10 ng/dl= positivo

 

 

 

PROTOCOLO 5:

Ritmo Circadiano

Exames realizados: T4 total, Cortisol e Insulina

 

OBS: Evitar ao máximo o estresse do animal durante todo o teste.

1. O animal deverá estar em jejum por período mínimo de 4 horas.

Coletar a primeira amostra sanguínea em tubo a vácuo de tampa vermelha no período da manhã. Os exames a serem realizados nesta amostra serão Ttotal, Cortisol e Insulina.

Alimentação normal após a coleta da primeira amostra sanguínea.

2. Coletar a segunda amostra sanguínea em tubo a vácuo de tampa vermelha 8 a 10 horas após a coleta da primeira amostra sanguínea. O exame a ser realizado nesta amostra será o Cortisol.

 

Ritmo circadiano < 30%= positivo 

 

 

PROTOCOLO 6:

Teste de supressão com dexametasona

Exame realizado: Cortisol

 

OBS: Evitar ao máximo o estresse do animal durante todo o teste.

A administração da dexametasona não deve ser realizada em animais com histórico de laminite.

 

 

1. Coletar a primeira amostra sanguínea em tubo a vácuo de tampa vermelha no período da manhã.

2. Administrar 0,04 mg/kg de dexametasona via IM após a coleta da primeira amostra sanguínea.

3. Coletar a segunda amostra sanguínea em tubo a vácuo de tampa vermelha 19 horas após a administração da dexametasona.

 

 

 

Cortisol pós dexametasona > 10 ng/dl= positivo

 

 

 

PROTOCOLO 7 (TRH não está disponível no Brasil):

Teste em reposta ao TRH

1. Coletar amostra basal para ACTH em tubo a vácuo de tampa roxa.

2. Administrar 1 mg de TRH via IV (para cavalos acima de 250 kg); e 0,5 mg de TRH via IV, para cavalos abaixo de 250 Kg.

3. Coletar a segunda amostra para ACTH em tubo a vácuo de tampa roxa 10 minutos após a administração de TRH.

OBS: Separar o plasma por centrifugação em até 4 horas após a coleta para a dosagem do ACTH. A amostra para ACTH deve ser enviada congelada ou resfriada a 4o C se a amostra for chegar ao laboratório em 48 horas.

 

OBS: O teste pode ser realizado após a administração do verde. Só deve ser realizado 12 horas após do último trato de ração

 

OBS: No hemisfério norte não é recomendada a realização da análise do ACTH durante o outono. Não existem trabalhos científicos em relação às temperaturas e regiões no Brasil e aos valores normais de ACTH.

 

Amostra basal < 30 pg/ml = negativo

10 minutos após o TRH < 110 pg/ml = negativo