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Exames e Protocolos em Equinos

Criptorquidismo Equino

Criptorquidismo Equino

A análise do hormônio Anti-Mülleriano é considerada um ótimo parâmetro para realizar o diagnóstico laboratorial do criptorquidismo em equinos. Infelizmente ainda não é possível a realização deste exame no Brasil, com isso continuamos a utilizar o teste clássico de estimulação com hCG.

Protocolo de coleta das amostras sanguíneas:

  1. Coletar a primeira amostra sanguínea em tubo a vácuo de tampa vermelha (sem anticoagulante). O exame a ser realizado será a Testosterona.
  2. Administrar de 6.000 a 10.000 UI de hCG, via IM ou IV.
  3. Coletar segunda amostra sanguínea em tubo a vácuo de tampa vermelha (sem anticoagulante) 1 hora após a administração do hCG. O exame a ser realizado será a Testosterona.
  4. Coletar terceira amostra sanguínea em tubo a vácuo de tampa vermelha (sem anticoagulante) 2 horas após a administração do hCG. O exame a ser realizado será a Testosterona.
  • Claes et al., Theriogenology (2013)

Diagnóstico de Gestação em Éguas

Diagnóstico de Gestação em Éguas

A análise do nível de progesterona não é suficiente para confirmar a gestação da égua. O exame progesterona informa se a égua está produzindo este hormônio em níveis suficientes para a manutenção da gestação. B.E.T. Laboratories recomenda a realização do exame PMSG (gonadotropina de égua prenha), também conhecido como Gonadotropina Coriônica Equina, quando as éguas estiverem entre o 45º e o 90º dia de gestação. Este teste tem um índice de falso negativo de aproximadamente 5% e falso positivo de 10%. Os valores de PMSG superiores a 1 U.I. por ml são considerados positivos. Todavia, os valores normais se situam entre 10 e 100 U.I. por ml. Éguas gestantes que apresentem índices inferiores a 10 U.I. podem correr o risco de perder a gestação.

Do 110º dia até o termo, a análise de estrógenos totais é utilizada para confirmar a gestação e monitorar a viabilidade fetal. Este teste inclui sulfato de estrona e tem nível de confiabilidade de aproximadamente 99%. Os testes de estrógenos totais têm uma acuracidade maior quando realizados entre o 100º dia e 2 semanas antes do parto.

 

Dias de gestação Concentração Média de Estrógenos Totais
Não Gestante 2-200
90-110 205
110-120 356
120-130 469
130-140 857
140-150 1.040
150-320 > 1.000

 

Os progestágenos se elevam e os estrógenos totais caem antes do parto. Acredita-se que rápida elevação dos progestágenos ocorre em função da secreção de corticóide pelo feto. Vale ressaltar que algumas éguas não seguem este padrão. A presença de alcalóides nas gramíneas e em outras plantas evita esta dramática elevação dos progestágenos. A correlação típica entre os progestágenos e estrógenos totais antes do parto é apresentada abaixo.

 

Concentração Média Antes do Parto
Dias antes do parto Progestágenos
(ng/ml)
Estrógenos totais
(pg/ml)
15 4,8 3300
10 8,2 2100
9 10,1 1700
8 14,1 1600
7 21,0 900
6 25,0 850
5 27,0 600
4 29,0 550
3 31,0 400
2 35,0 410
1 36,0 300

 

Dias de gestação Progestágenos
(ng/ml)
Estrógenos
(pg/ml)
0 – dia de ovulação < 1,0 < 200
2 1,0 – 3,0 < 200
5-90 4,0 – 10,0 < 200
100-110 4,0 – 10,0 < 200
110-120 4,0 – 10,0 200 – 500
120-130 4,0 – 10,0 300 – 600
130-140 4,0 – 10,0 400 – 700
140-150 4,0 – 10,0 500 – 1.000
150-320 4,0 – 10,0 > 1000
320-325 4,0 – 15,0 800 – 1.000
326-330 6,0 – 20,0 600 – 800
331-335 10,0 – 30,0 500 – 800
336-340 20,0 – 40,0 300 – 500
340 + 30,0 – 40,0 + 200 – 400
Pós-parto < 20,0 < 200

 

• Douglas R.H., Theriogenology (2004)

Disfunção da Pars Intermedia da Pituitária (P.P.I.D. (

Disfunção da Pars Intermedia da Pituitária (P.P.I.D. ("Cushings"))

P.P.I.D. (disfunção da pars intermedia de pituitária) também é conhecida como Síndrome de Cushing, apesar do termo “Cushings” não ser mais utilizado. Reconhecida por pesquisadores como uma endocrinopatia geriátrica dos equinos, mas devemos sempre lembrar que também acomete animais jovens.

P.P.I.D. é uma doença neurodegenerativa caracterizada pela diminuição dos neurotransmissores da dopamina.

Os sinais clinicos da P.P.I.D. são:

Diminuição da performance, intolerância ao exercício, mudança no comportamento/ letargia, laminite, abscessos recorrentes de sola, desmite/tendinite, frouxidão de ligamentos e tendões, diminuição da massa muscular esquelética, adipose localizada, poliúria, polidipsia, infecções crônicas e atraso no processo de cicatrização, úlcera de córnea recorrente, cios irregulares, anovulação, infertilidade, pseudolactação, hiperhidrose, abdômen abaulado, aumento ou diminuição da sudorese, hirsutismo localizado ou generalizado e convulsão/ataxia.

Vale ressaltar que o animal positivo para P.P.I.D. pode apresentar apenas um ou alguns dos sinais clínicos.

Os animais com P.P.I.D. podem apresentar uma sensibilidade normal à insulina, o que representa um baixo risco de ocorrência de laminite ou podem apresentar uma desregulação da insulina o que representa um alto risco para ocorrência de laminite.

  • Frank, N. et al – Guide to Insulin Resistance & Laminitis for Equine Practitioners (2010)
  • McFarlane et al. Vet.Clin. North Am.Equine Pract. 27 (2011)
  • McGowan, C.M. AAEP Proceedings (2018)
  • Frank, N. Comunicação pessoal (Dezembro 2019)
  • Stewart, A.J. et al; Global Equine Endocrine Symposium (2020)

Diferentes protocolos são recomendados pela comunidade científica para o diagnóstico de P.P.I.D..

A escolha do protocolo a ser utilizado deve ser de acordo com os sinais clínicos (estresse, manqueira, laminite etc), acesso à centrífuga e época do ano. Caso tenha dúvida, por gentileza entre em contato que teremos satisfação em ajudá-lo a escolher o melhor protocolo para o seu paciente.

Protocolo 1

Amostra basal para ACTH, Insulina e T4 total

OBS: Feno no dia anterior até às 22:00h; deixar em jejum após as 22:00h até a coleta da amostra na manhã seguinte.

Coletar a primeira amostra sanguínea em 2 tubos (1 tubo a vácuo de tampa vermelha e 1 tubo a vácuo de tampa roxa) no período da manhã. Os exames a serem realizados nestas amostras serão T4 total, Insulina e ACTH.

OBS: Separar o plasma por centrifugação em até 4 horas após a coleta para a dosagem do ACTH. A amostra para ACTH deve ser enviada congelada ou resfriada a 40C se a amostra for chegar ao laboratório em 48 horas.

OBS: No hemisfério norte não é recomendada a realização da análise do ACTH durante o outono. Acesse aqui os exames que podem ser utilizados para avaliação hormonal! Não existem trabalhos científicos em relação às regiões do Brasil e os valores normais de ACTH.

ACTH < 30 pg/ml = negativo

No hemisfério norte durante o outono:

ACTH > 200 pg/ml= positivo

ACTH < 110 pg/ml= negativo

ACTH entre 110 – 200 pg/ml = crítico

Protocolo 2

Amostra basal de ACTH

Coletar a amostra sanguínea em tubo a vácuo de tampa roxa no período da manhã.

OBS: Separar o plasma por centrifugação em até 4 horas após a coleta para a dosagem do ACTH. A amostra para ACTH deve ser enviada congelada ou resfriada a 4oC se a amostra for chegar ao laboratório em 48 horas.

OBS: No hemisfério norte não é recomendada a realização da análise do ACTH durante o outono. Não existem trabalhos científicos em relação às regiões do Brasil e os valores normais de ACTH.

ACTH < 30 pg/ml = negativo

No hemisfério norte durante o outono:

ACTH > 200 pg/ml= positivo

ACTH < 110 pg/ml= negativo

ACTH entre 110 – 200 pg/ml = crítico

Protocolo 3

Ritmo Circadiano + Teste de supressão com dexametasona + ACTH

Exames realizados: T4 total, Cortisol, Insulina e ACTH

  • Protocolo de coleta das amostras sanguíneas:

OBS: Evitar ao máximo o estresse do animal durante todo o teste.

A administração da dexametasona não deve ser realizada em animais com histórico de laminite.

 

  1. O animal deverá estar em jejum por período mínimo de 4 horas.

Coletar a primeira amostra sanguínea em 2 tubos (1 tubo a vácuo de tampa vermelha e 1 tubo a vácuo de tampa roxa) no período da manhã. Os exames a serem realizados nestas amostras serão T4 total, Cortisol, Insulina e ACTH.

OBS: Separar o plasma do tubo a vácuo de tampa roxa por centrifugação em até 4 horas após a coleta para a dosagem do ACTH. A amostra para ACTH deve ser enviada congelada ou resfriada a 4oC se a amostra for chegar ao laboratório em 48 horas.

Alimentação normal após a coleta da primeira amostra sanguínea.

  1. Coletar a segunda amostra sanguínea em tubo a vácuo de tampa vermelha 8 a 10 horas após a coleta da primeira amostra sanguínea. O exame a ser realizado nesta amostra será o Cortisol.
  2. Administrar 0,04 mg/kg de dexametasona via IM após a coleta da segunda amostra sanguínea.
  3. Coletar a terceira amostra sanguínea em tubo a vácuo de tampa vermelha 19 horas após a administração da dexametasona.

 

Ritmo circadiano < 30%= positivo

Cortisol pós dexametasona > 10 ng/ml= positivo

ACTH < 30 pg/ml = negativo

OBS: No hemisfério norte não é recomendada a realização da análise do ACTH durante o outono. Não existem trabalhos científicos em relação às regiões do Brasil e os valores normais de ACTH.

No hemisfério norte durante o outono:

ACTH > 200 pg/ml= positivo

ACTH < 110 pg/ml= negativo

ACTH entre 110 – 200 pg/ml = crítico

Protocolo 4

Ritmo Circadiano + Teste de supressão com dexametasona

Exames realizados: T4 total, Cortisol e Insulina

  • Protocolo de coleta das amostras sanguíneas:

OBS: Evitar ao máximo o estresse do animal durante todo o teste.

A administração da dexametasona não deve ser realizada em animais com histórico de laminite.

  1. O animal deverá estar em jejum por período mínimo de 4 horas.

Coletar a primeira amostra sanguínea em tubo a vácuo de tampa vermelha no período da manhã. Os exames a serem realizados nesta amostra serão T4 total, Cortisol e Insulina.

Alimentação normal após a coleta da primeira amostra sanguínea.

  1. Coletar a segunda amostra sanguínea em tubo a vácuo de tampa vermelha 8 a 10 horas após a coleta da primeira amostra sanguínea. O exame a ser realizado nesta amostra será o Cortisol.
  2. Administrar 0,04 mg/kg de dexametasona via IM após a coleta da segunda amostra sanguínea.
  3. Coletar a terceira amostra sanguínea em tubo a vácuo de tampa vermelha 19 horas após a administração da dexametasona.

Ritmo circadiano < 30%= positivo

Cortisol pós dexametasona > 10 ng/ml= positivo

Protocolo 5

Ritmo Circadiano

Exames realizados: T4 total, Cortisol e Insulina

  • Protocolo de coleta das amostras sanguíneas:

OBS: Evitar ao máximo o estresse do animal durante todo o teste.

  1. O animal deverá estar em jejum por período mínimo de 4 horas.

Coletar a primeira amostra sanguínea em tubo a vácuo de tampa vermelha no período da manhã. Os exames a serem realizados nesta amostra serão T4 total, Cortisol e Insulina.

Alimentação normal após a coleta da primeira amostra sanguínea.

  1. Coletar a segunda amostra sanguínea em tubo a vácuo de tampa vermelha 8 a 10 horas após a coleta da primeira amostra sanguínea. O exame a ser realizado nesta amostra será o Cortisol.

 

Ritmo circadiano < 30%= positivo

Protocolo 6

Teste de supressão com dexametasona

Exame realizado: Cortisol

  • Protocolo de coleta das amostras sanguíneas:

OBS: Evitar ao máximo o estresse do animal durante todo o teste.

A administração da dexametasona não deve ser realizada em animais com histórico de laminite.

 

  1. Coletar a primeira amostra sanguínea em tubo a vácuo de tampa vermelha no período da manhã.
  2. Administrar 0,04 mg/kg de dexametasona via IM após a coleta da primeira amostra sanguínea.
  3. Coletar a segunda amostra sanguínea em tubo a vácuo de tampa vermelha 19 horas após a administração da dexametasona.

 

Cortisol pós dexametasona > 10 ng/ml= positivo

Protocolo 7

Ritmo Circadiano + ACTH

Exames realizados: T4 total, Cortisol, Insulina e ACTH

  • Protocolo de coleta das amostras sanguíneas:

OBS: Evitar ao máximo o estresse do animal durante todo o teste.

 

  1. O animal deverá estar em jejum por período mínimo de 4 horas.

Coletar a primeira amostra sanguínea em 2 tubos (1 tubo a vácuo de tampa vermelha e 1 tubo a vácuo de tampa roxa) no período da manhã. Os exames a serem realizados nestas amostras serão T4 total, Cortisol, Insulina e ACTH.

OBS: Separar o plasma do tubo a vácuo de tampa roxa por centrifugação em até 4 horas após a coleta para a dosagem do ACTH. A amostra para ACTH deve ser enviada congelada ou resfriada a 4ºC se a amostra for chegar ao laboratório em 48 horas.

Alimentação normal após a coleta da primeira amostra sanguínea.

  1. Coletar a segunda amostra sanguínea em tubo a vácuo de tampa vermelha 8 a 10 horas após a coleta da primeira amostra sanguínea. O exame a ser realizado nesta amostra será o Cortisol.

Ritmo circadiano < 30%= positivo

Cortisol pós dexametasona > 10 ng/ml= positivo

ACTH < 30 pg/ml = negativo

OBS: No hemisfério norte não é recomendada a realização da análise do ACTH durante o outono. Não existem trabalhos científicos em relação às regiões do Brasil e os valores normais de ACTH.

No hemisfério norte durante o outono:

ACTH > 200 pg/ml= positivo

ACTH < 110 pg/ml= negativo

ACTH entre 110 – 200 pg/ml = crítico

 

Protocolo 8 (TRH não está disponível no Brasil)

Teste em reposta ao TRH

  1. Coletar amostra basal para ACTH em tubo a vácuo de tampa roxa.
  2. Administrar 1 mg de TRH via IV (para cavalos acima de 250 kg); e 0,5 mg de TRH via IV, para cavalos abaixo de 250 Kg.
  3. Coletar a segunda amostra para ACTH em tubo a vácuo de tampa roxa 10 minutos após a administração de TRH.

OBS: Separar o plasma por centrifugação em até 4 horas após a coleta para a dosagem do ACTH. A amostra para ACTH deve ser enviada congelada ou resfriada a 4oC se a amostra for chegar ao laboratório em 48 horas.

OBS: O teste pode ser realizado após a administração do verde. Só deve ser realizado 12 horas após do último trato de ração

OBS: No hemisfério norte não é recomendada a realização da análise do ACTH durante o outono. Não existem trabalhos científicos em relação às regiões do Brasil e os valores normais de ACTH.

Amostra basal < 30 pg/ml = negativo

10 minutos após o TRH < 110 pg/ml = negativo

Laminite e Desregulação da Insulina nos Equinos

Laminite e Desregulação da Insulina nos Equinos

Estudos recentes na Europa e Estados Unidos mostraram que 80% dos casos de laminite são de origem endocrinopática.

As duas principais endocrinopatias são a Síndrome Metabólica Equina (E.M.S.) e a Disfunção da Pars Intermedia da Pituitária (P.P.I.D.).

A hiperinsulinemia e a desregulação da insulina levam a danos no tecido laminar com a morte celular da epiderme apoptótica e o alongamento e enfraquecimento do tecido laminar.

Um estudo recente da Universidade de Liverpool apresentado em janeiro de 2020 na Alemanha, mostrou que 88,7% dos Médicos Veterinários na Inglaterra mudaram sua conduta clínica e agora incluem exames endocrinológicos na sua rotina de atendimento de manqueiras e laminite.

Sugerimos o Teste de açúcar oral para a avaliação da desregulação da insulina. Caso tenha dúvida, por gentileza entre em contato que teremos satisfação em ajudá-lo a escolher as análises hormonais que atendem melhor ao seu paciente.

PROTOCOLO 1 - Teste de açúcar oral

Orientações:

  • O animal não pode estar sob condições de estresse antes e durante o teste.
  • Animais de baia: administrar feno até as 22:00h do dia anterior à coleta e manter sem o feno até o final do protocolo. Realizar jejum de concentrado durante todo o protocolo do exame.
  • Animais a pasto: manter no pasto para evitar o estresse da mudança no manejo. Caso receba feno, administrar feno até as 22:00h do dia anterior à coleta e manter sem o feno até o final do protocolo. Realizar jejum de concentrado durante todo o protocolo do exame. Por gentileza, informar na requisição caso o animal não tenha sido submetido ao jejum de verde.

 

 1- Coletar a primeira amostra sanguínea na manhã seguinte em 2 tubos:

  • 1 tubo a vácuo de tampa vermelha sem anticoagulante para os exames Insulina, T4 total e Triglicerídeos
  • 1 tubo a vácuo de tampa cinza com fluoreto de sódio para o exame Glicose

 

2- Após a coleta da primeira amostra, administrar via oral, 15 ml de glucose de milho (ex: Karo®) para cada 100 kg de peso (ex: 75 ml para um animal de 500 kg).

 

3- Coletar a segunda amostra sanguínea 60 ou 90 minutos após a administração da glucose em 2 tubos:

  • 1 tubo a vácuo de tampa vermelha sem anticoagulante para o exame Insulina
  • 1 tubo a vácuo de tampa cinza com fluoreto de sódio para o exame Glicose

 

4- Separar o soro e o plasma das amostras sanguíneas e enviá-los refrigerados ao laboratório.

 

Obs: Os exames Glicose e Triglicerídeos são terceirizados para o Laboratório Veterinário do Jockey Club Brasileiro

PROTOCOLO 2 - Teste de açúcar oral

Orientações:

  • O animal não pode estar sob condições de estresse antes e durante o teste.
  • Animais de baia: administrar feno até as 22:00h do dia anterior à coleta e manter sem o feno até o final do protocolo. Realizar jejum de concentrado durante todo o protocolo do exame.
  • Animais a pasto: manter no pasto para evitar o estresse da mudança no manejo. Caso receba feno, administrar feno até as 22:00h do dia anterior à coleta e manter sem o feno até o final do protocolo. Realizar jejum de concentrado durante todo o protocolo do exame. Por gentileza, informar na requisição caso o animal não tenha sido submetido ao jejum de verde.

 

1- Coletar a primeira amostra sanguínea na manhã seguinte em 2 tubos:

  • 1 tubo a vácuo de tampa vermelha sem anticoagulante para os exames Insulina, T4 total e Triglicerídeos
  • 1 tubo a vácuo de tampa cinza com fluoreto de sódio para o exame Glicose

 

2- Após a coleta da primeira amostra, administrar via oral, 15 ml de glucose de milho (ex: Karo®) para cada 100 kg de peso (ex: 75 ml para um animal de 500 kg).

 

3- Coletar a segunda amostra sanguínea 60 minutos após a administração da glucose em 2 tubos:

  • 1 tubo a vácuo de tampa vermelha sem anticoagulante para o exame Insulina
  • 1 tubo a vácuo de tampa cinza com fluoreto de sódio para o exame Glicose

 

4- Coletar a terceira amostra sanguínea 120 minutos após a administração da glucose em 2 tubos:

  • 1 tubo a vácuo de tampa vermelha sem anticoagulante para o exame Insulina
  • 1 tubo a vácuo de tampa cinza com fluoreto de sódio para o exame Glicose

 

5- Separar o soro e o plasma das amostras sanguíneas e enviá-los refrigerados ao laboratório.

 

Obs: Os exames Glicose e Triglicerídeos são terceirizados para o Laboratório Veterinário do Jockey Club Brasileiro

PROTOCOLO 3 - Teste de açúcar oral

Orientações:

  • O animal não pode estar sob condições de estresse antes e durante o teste.
  • Animais de baia: administrar feno até as 22:00h do dia anterior à coleta e manter sem o feno até o final do protocolo. Realizar jejum de concentrado durante todo o protocolo do exame.
  • Animais a pasto: manter no pasto para evitar o estresse da mudança no manejo. Caso receba feno, administrar feno até as 22:00h do dia anterior à coleta e manter sem o feno até o final do protocolo. Realizar jejum de concentrado durante todo o protocolo do exame. Por gentileza, informar na requisição caso o animal não tenha sido submetido ao jejum de verde.

 

1- Coletar a primeira amostra sanguínea na manhã seguinte em 2 tubos:

  • 1 tubo a vácuo de tampa vermelha sem anticoagulante para os exames Insulina, T4 total e Triglicerídeos
  • 1 tubo a vácuo de tampa cinza com fluoreto de sódio para o exame Glicose

 

2- Após a coleta da primeira amostra, administrar via oral, 15 ml de glucose de milho (ex: Karo®) para cada 100 kg de peso (ex: 75 ml para um animal de 500 kg).

 

3- Coletar a segunda amostra sanguínea 60 minutos após a administração da glucose em 2 tubos:

  • 1 tubo a vácuo de tampa vermelha sem anticoagulante para o exame Insulina
  • 1 tubo a vácuo de tampa cinza com fluoreto de sódio para o exame Glicose

 

4- Coletar a terceira amostra sanguínea 90 minutos após a administração da glucose em 2 tubos:

  • 1 tubo a vácuo de tampa vermelha sem anticoagulante para o exame Insulina
  • 1 tubo a vácuo de tampa cinza com fluoreto de sódio para o exame Glicose

 

5- Coletar a quarta amostra sanguínea 120 minutos após a administração da glucose em 2 tubos:

  • 1 tubo a vácuo de tampa vermelha sem anticoagulante para o exame Insulina
  • 1 tubo a vácuo de tampa cinza com fluoreto de sódio para o exame Glicose

 

6- Separar o soro e o plasma das amostras sanguíneas e enviá-los refrigerados ao laboratório.

 

Obs: Os exames Glicose e Triglicerídeos são terceirizados para o Laboratório Veterinário do Jockey Club Brasileiro

PROTOCOLO 4 - Teste de açúcar oral

Orientações:

  • O animal não pode estar sob condições de estresse antes e durante o teste.
  • Animais de baia: administrar feno até as 22:00h do dia anterior à coleta e manter sem o feno até o final do protocolo. Realizar jejum de concentrado durante todo o protocolo do exame.
  • Animais a pasto: manter no pasto para evitar o estresse da mudança no manejo. Caso receba feno, administrar feno até as 22:00h do dia anterior à coleta e manter sem o feno até o final do protocolo. Realizar jejum de concentrado durante todo o protocolo do exame. Por gentileza, informar na requisição caso o animal não tenha sido submetido ao jejum de verde.

  

1- Coletar a primeira amostra sanguínea na manhã seguinte em 2 tubos:

  • 1 tubo a vácuo de tampa vermelha sem anticoagulante para os exames Insulina, T4 total e Triglicerídeos
  • 1 tubo a vácuo de tampa cinza com fluoreto de sódio para o exame Glicose

 

2- Após a coleta da primeira amostra, administrar via oral, 15 ml de glucose de milho (ex: Karo®) para cada 100 kg de peso (ex: 75 ml para um animal de 500 kg).

 

3- Coletar a segunda amostra sanguínea 60 minutos após a administração da glucose em 2 tubos:

  • 1 tubo a vácuo de tampa vermelha sem anticoagulante para o exame Insulina
  • 1 tubo a vácuo de tampa cinza com fluoreto de sódio para o exame Glicose

 

4- Coletar a terceira amostra sanguínea 90 minutos após a administração da glucose em 2 tubos:

  • 1 tubo a vácuo de tampa vermelha sem anticoagulante para o exame Insulina
  • 1 tubo a vácuo de tampa cinza com fluoreto de sódio para o exame Glicose

 

5- Coletar a quarta amostra sanguínea 120 minutos após a administração da glucose em 2 tubos:

  • 1 tubo a vácuo de tampa vermelha sem anticoagulante para o exame Insulina
  • 1 tubo a vácuo de tampa cinza com fluoreto de sódio para o exame Glicose

 

6- Coletar a quinta amostra sanguínea 150 minutos após a administração da glucose em 2 tubos:

  • 1 tubo a vácuo de tampa vermelha sem anticoagulante para o exame Insulina
  • 1 tubo a vácuo de tampa cinza com fluoreto de sódio para o exame Glicose

 

 7- Separar o soro e o plasma das amostras sanguíneas e enviá-los refrigerados ao laboratório.

 

Obs: Os exames Glicose e Triglicerídeos são terceirizados para o Laboratório Veterinário do Jockey Club Brasileiro

Artigos

  • Frank, N. et al – Guide to Insulin Resistance & Laminitis for Equine Practitioners (2010)
  • Tadros, E.M. (2017)
  • Meier, A.D. et al Domestic Animals Endocrinology (2018)
  • McGowan, C.M. AAEP Proceedings (2018)
  • Ireland, J.L. & McGowan, C.M. Global Equine Endocrine Symposium (2020)

Painel do Garanhão

Painel do Garanhão

No garanhão saudável sugerimos que seja realizado um painel hormonal antes do início e outro no final de cada estação de monta.

Sugerimos também que as análises hormonais sejam incluídas no seu exame de compra e venda. Na maioria das alterações clínicas observamos mudança nos valores hormonais, como exemplo, no caso de degeneração testicular, encontramos alterações hormonais antes que sejam detectadas alterações clínicas significantes.

Nos animais em tratamento, algumas análises hormonais devem ser realizadas para avaliação do tratamento, por exemplo, testosterona e/ou estrógenos, e/ou T4 total.

Caso tenha dúvida, por gentileza entre em contato que teremos satisfação em ajudá-lo a escolher as melhores análises para o seu paciente.

Exames Indicados

Estrógenos Totais, FSH, Insulina, Testosterona, T4 total

Estes são os valores de normalidade do painel hormonal do garanhão que utilizamos em nosso laboratório:

  • Estrógenos totais (> 150 pg/ml)
  • FSH (0,5 – 15 ng/ml)
  • Testosterona (> 800 pg/ml)
  • T4 total (> 12 ng/ml)
  • Insulina (< 20 uUI/ml)

Placentite e Viabilidade Fetal

Placentite e Viabilidade Fetal

Em éguas com placentite ascendente, a mais comum das placentites, muitas vezes encontramos diminuição dos níveis de estrógenos totais, níveis aumentados ou normais dos progestágenos e diminuição da relaxina (que não está disponível comercialmente).

As análises dos progestágenos e estrógenos totais são consideradas ótimos parâmetros laboratoriais para a avaliação da placentite ascendente. Por exemplo, nas éguas com 150 dias de gestação e estógenos totais > que 1.000 pg/ml, 80% delas chegarão ao parto, já as éguas que tiverem os valores de estrógenos totais < que 500 pg/ml, apenas 30% chegarão ao parto. Abaixo você pode encontrar uma tabela na qual são apresentados todos os valores de normalidade dos progestágenos e estrógenos totais durante a gestação e uma tabela com os valores de normalidade nos quinze dias que antecedem o parto.

 

Concentração Média Antes do Parto
Dias antes do parto Progestágenos
(ng/ml)
Estrógenos totais
(pg/ml)
15 4,8 3300
10 8,2 2100
9 10,1 1700
8 14,1 1600
7 21,0 900
6 25,0 850
5 27,0 600
4 29,0 550
3 31,0 400
2 35,0 410
1 36,0 300

 

Dias de gestação Progestágenos
(ng/ml)
Estrógenos
(pg/ml)
0 – dia de ovulação < 1,0 < 200
2 1,0 – 3,0 < 200
5-90 4,0 – 10,0 < 200
100-110 4,0 – 10,0 < 200
110-120 4,0 – 10,0 200 – 500
120-130 4,0 – 10,0 300 – 600
130-140 4,0 – 10,0 400 – 700
140-150 4,0 – 10,0 500 – 1.000
150-320 4,0 – 10,0 > 1000
320-325 4,0 – 15,0 800 – 1.000
326-330 6,0 – 20,0 600 – 800
331-335 10,0 – 30,0 500 – 800
336-340 20,0 – 40,0 300 – 500
340 + 30,0 – 40,0 + 200 – 400
Pós-parto < 20,0 < 200

 

  • Ryan P., et al Pferdeheilkunde (1999)
  • Douglas R.H., Theriogenology (2004)
  • Shikichi M., et al Theriogenology (2017)
  • Macpherson, M.L. & Malgorzata, A. P., The Practitioner (2020)
  • Canisso I. F., et al Theriogenology (2020)

Síndrome Metabólica Equina (E.M.S.)

Síndrome Metabólica Equina (E.M.S.)

A Síndrome Metabólica Equina (E.M.S.) está sendo considerada como uma das principais endocrinopatias do equino. Existe uma predisposição à E.M.S. nas raças Árabe, Quarto de Milha, Saddlebred e Andaluz. Até o presente momento não existe trabalho científico comprovando a predisposição à E.M.S. nas raças nacionais, mas alguns trabalhos publicados por pesquisadores brasileiros sugerem que a raça Crioula pode ter predisposição à E.M.S.

E.M.S. se caracteriza pelo aumento da adiposidade localizada, hiperinsulinemia e desregulação da insulina (ID).

A hiperinsulinemia prolongada pode causar problemas graves na clínica como manqueiras constantes, laminite etc, e na reprodução com cios irregulares, qualidade do oócito, problemas de fertilidade etc.

Caso tenha dúvida, por gentileza entre em contato que teremos satisfação em ajudá-lo nas condutas clínica e laboratorial para o seu paciente.

 

  • Frank, N. et al – Guide to Insulin Resistance & Laminitis for Equine Practitioners (2010)
  • Frank, N., Tadros, E.M., Equine Vet J (2014)
  • Cantarelli, C., et al, Domestic Animal Endocrinology (2017)
  • Winter et al, Global Equine Endocrine Symposium (2020)

PROTOCOLO 1 - Teste de açúcar oral

Orientações:

  • O animal não pode estar sob condições de estresse antes e durante o teste.
  • Animais de baia: administrar feno até as 22:00h do dia anterior à coleta e manter sem o feno até o final do protocolo. Realizar jejum de concentrado durante todo o protocolo do exame.
  • Animais a pasto: manter no pasto para evitar o estresse da mudança no manejo. Caso receba feno, administrar feno até as 22:00h do dia anterior à coleta e manter sem o feno até o final do protocolo. Realizar jejum de concentrado durante todo o protocolo do exame. Por gentileza, informar na requisição caso o animal não tenha sido submetido ao jejum de verde.

  

1- Coletar a primeira amostra sanguínea na manhã seguinte em 2 tubos:

  • 1 tubo a vácuo de tampa vermelha sem anticoagulante para os exames Insulina, T4 total e Triglicerídeos
  • 1 tubo a vácuo de tampa cinza com fluoreto de sódio para o exame Glicose

 

2- Após a coleta da primeira amostra, administrar via oral, 15 ml de glucose de milho (ex: Karo®) para cada 100 kg de peso (ex: 75 ml para um animal de 500 kg).

 

3- Coletar a segunda amostra sanguínea 60 ou 90 minutos após a administração da glucose em 2 tubos:

  • 1 tubo a vácuo de tampa vermelha sem anticoagulante para o exame Insulina
  • 1 tubo a vácuo de tampa cinza com fluoreto de sódio para o exame Glicose

 

4- Separar o soro e o plasma das amostras sanguíneas e enviá-los refrigerados ao laboratório.

 

Obs: Os exames Glicose e Triglicerídeos são terceirizados para o Laboratório Veterinário do Jockey Club Brasileiro

PROTOCOLO 2 - Teste de açúcar oral

Orientações:

  • O animal não pode estar sob condições de estresse antes e durante o teste.
  • Animais de baia: administrar feno até as 22:00h do dia anterior à coleta e manter sem o feno até o final do protocolo. Realizar jejum de concentrado durante todo o protocolo do exame.
  • Animais a pasto: manter no pasto para evitar o estresse da mudança no manejo. Caso receba feno, administrar feno até as 22:00h do dia anterior à coleta e manter sem o feno até o final do protocolo. Realizar jejum de concentrado durante todo o protocolo do exame. Por gentileza, informar na requisição caso o animal não tenha sido submetido ao jejum de verde.

  

1- Coletar a primeira amostra sanguínea na manhã seguinte em 2 tubos:

  • 1 tubo a vácuo de tampa vermelha sem anticoagulante para os exames Insulina, T4 total e Triglicerídeos
  • 1 tubo a vácuo de tampa cinza com fluoreto de sódio para o exame Glicose

 

2- Após a coleta da primeira amostra, administrar via oral, 15 ml de glucose de milho (ex: Karo®) para cada 100 kg de peso (ex: 75 ml para um animal de 500 kg).

 

3- Coletar a segunda amostra sanguínea 60 minutos após a administração da glucose em 2 tubos:

  • 1 tubo a vácuo de tampa vermelha sem anticoagulante para o exame Insulina
  • 1 tubo a vácuo de tampa cinza com fluoreto de sódio para o exame Glicose

 

4- Coletar a terceira amostra sanguínea 120 minutos após a administração da glucose em 2 tubos:

  • 1 tubo a vácuo de tampa vermelha sem anticoagulante para o exame Insulina
  • 1 tubo a vácuo de tampa cinza com fluoreto de sódio para o exame Glicose

 

5- Separar o soro e o plasma das amostras sanguíneas e enviá-los refrigerados ao laboratório.

 

Obs: Os exames Glicose e Triglicerídeos são terceirizados para o Laboratório Veterinário do Jockey Club Brasileiro

 

PROTOCOLO 3 - Teste de açúcar oral

Orientações:

  • O animal não pode estar sob condições de estresse antes e durante o teste.
  • Animais de baia: administrar feno até as 22:00h do dia anterior à coleta e manter sem o feno até o final do protocolo. Realizar jejum de concentrado durante todo o protocolo do exame.
  • Animais a pasto: manter no pasto para evitar o estresse da mudança no manejo. Caso receba feno, administrar feno até as 22:00h do dia anterior à coleta e manter sem o feno até o final do protocolo. Realizar jejum de concentrado durante todo o protocolo do exame. Por gentileza, informar na requisição caso o animal não tenha sido submetido ao jejum de verde.

  

1- Coletar a primeira amostra sanguínea na manhã seguinte em 2 tubos:

  • 1 tubo a vácuo de tampa vermelha sem anticoagulante para os exames Insulina, T4 total e Triglicerídeos
  • 1 tubo a vácuo de tampa cinza com fluoreto de sódio para o exame Glicose

 

2- Após a coleta da primeira amostra, administrar via oral, 15 ml de glucose de milho (ex: Karo®) para cada 100 kg de peso (ex: 75 ml para um animal de 500 kg).

 

3- Coletar a segunda amostra sanguínea 60 minutos após a administração da glucose em 2 tubos:

  • 1 tubo a vácuo de tampa vermelha sem anticoagulante para o exame Insulina
  • 1 tubo a vácuo de tampa cinza com fluoreto de sódio para o exame Glicose

 

4- Coletar a terceira amostra sanguínea 90 minutos após a administração da glucose em 2 tubos:

  • 1 tubo a vácuo de tampa vermelha sem anticoagulante para o exame Insulina
  • 1 tubo a vácuo de tampa cinza com fluoreto de sódio para o exame Glicose

 

5- Coletar a quarta amostra sanguínea 120 minutos após a administração da glucose em 2 tubos:

  • 1 tubo a vácuo de tampa vermelha sem anticoagulante para o exame Insulina
  • 1 tubo a vácuo de tampa cinza com fluoreto de sódio para o exame Glicose

 

6- Separar o soro e o plasma das amostras sanguíneas e enviá-los refrigerados ao laboratório.

 

Obs: Os exames Glicose e Triglicerídeos são terceirizados para o Laboratório Veterinário do Jockey Club Brasileiro

PROTOCOLO 4 - Teste de açúcar oral

Orientações:

  • O animal não pode estar sob condições de estresse antes e durante o teste.
  • Animais de baia: administrar feno até as 22:00h do dia anterior à coleta e manter sem o feno até o final do protocolo. Realizar jejum de concentrado durante todo o protocolo do exame.
  • Animais a pasto: manter no pasto para evitar o estresse da mudança no manejo. Caso receba feno, administrar feno até as 22:00h do dia anterior à coleta e manter sem o feno até o final do protocolo. Realizar jejum de concentrado durante todo o protocolo do exame. Por gentileza, informar na requisição caso o animal não tenha sido submetido ao jejum de verde.

  

1- Coletar a primeira amostra sanguínea na manhã seguinte em 2 tubos:

  • 1 tubo a vácuo de tampa vermelha sem anticoagulante para os exames Insulina, T4 total e Triglicerídeos
  • 1 tubo a vácuo de tampa cinza com fluoreto de sódio para o exame Glicose

 

2- Após a coleta da primeira amostra, administrar via oral, 15 ml de glucose de milho (ex: Karo®) para cada 100 kg de peso (ex: 75 ml para um animal de 500 kg).

 

3- Coletar a segunda amostra sanguínea 60 minutos após a administração da glucose em 2 tubos:

  • 1 tubo a vácuo de tampa vermelha sem anticoagulante para o exame Insulina
  • 1 tubo a vácuo de tampa cinza com fluoreto de sódio para o exame Glicose

 

4- Coletar a terceira amostra sanguínea 90 minutos após a administração da glucose em 2 tubos:

  • 1 tubo a vácuo de tampa vermelha sem anticoagulante para o exame Insulina
  • 1 tubo a vácuo de tampa cinza com fluoreto de sódio para o exame Glicose

 

5- Coletar a quarta amostra sanguínea 120 minutos após a administração da glucose em 2 tubos:

  • 1 tubo a vácuo de tampa vermelha sem anticoagulante para o exame Insulina
  • 1 tubo a vácuo de tampa cinza com fluoreto de sódio para o exame Glicose

 

6- Coletar a quinta amostra sanguínea 150 minutos após a administração da glucose em 2 tubos:

  • 1 tubo a vácuo de tampa vermelha sem anticoagulante para o exame Insulina
  • 1 tubo a vácuo de tampa cinza com fluoreto de sódio para o exame Glicose

 

 7- Separar o soro e o plasma das amostras sanguíneas e enviá-los refrigerados ao laboratório.

 

Obs: Os exames Glicose e Triglicerídeos são terceirizados para o Laboratório Veterinário do Jockey Club Brasileiro

Tireoide Equina

Tireoide Equina

A glândula tireoide tem função importante no crescimento e maturação de órgãos, além de estimular o consumo de oxigênio, a síntese e o catabolismo de proteínas, controle do aumento da taxa metabólica, ajudar na regulação do metabolismo de lipídeos, dentre outras funções.

Apesar de comprovada a existência, o hipertireoidismo é considerado raro nos equinos.

O hipotireoidismo congênito (Bócio) ocorre em potros ao nascimento devido à deficiência ou ao excesso de iodo, ingestão de plantas goitrogênicas ou deficiência de selênio, todos relacionados à dieta da égua. Estes potros muitas vezes nascem fracos, com hipotermia, alopecia e anormalidades músculo esqueléticas, como contratura e ruptura de tendões e atraso no desenvolvimento ósseo.

Existe uma grande discussão sobre a ocorrência de hipotireoidismo no cavalo adulto, com apenas poucos trabalhos que confirmam a presença de hipotireoidismo. Os sinais clínicos que caracterizam o hipotireoidismo são: letargia, intolerância ao frio, ganho de peso, gordura localizada, infertilidade, anidrose, rabdomiólise, intolerância ao exercício e anormalidade da pelagem.

Pesquisadores concordam que muitos dos sinais clínicos do “hipotireoidismo” são semelhantes aos da Síndrome Metabólica Equina (E.M.S.) e da Disfunção da Pars Intermedia da Pituitária (P.P.I.D.) (previamente chamada de “Cushings”), portanto acreditam que a maioria dos casos suspeitos de hipotireoidismo no passado, na verdade eram casos de E.M.S. e P.P.I.D.

Para o diagnóstico laboratorial do hipotireoidismo equino ou avaliação da tireoide, e dentro do que está disponível no mercado para equinos, os testes sugeridos são T4 total, T4 livre por diálise e T3 total. Gostaríamos de lembrar que não existe no mercado mundial um kit comercial para a dosagem do TSH equino. O kit comercial de TSH especifico para o canino e o kit humano não podem ser utilizados para os equinos.

Existem vários fatores que podem alterar os valores de T4 total. Desta forma, não é caracterizado que o animal seja hipotireoideo, apesar do nível de T4 total estar abaixo da normalidade. Exemplos destes fatores são tratamentos com fenilbutazona ou corticosteróide, dietas ricas em energia, proteína, zinco e cobre, deficiência de selênio, a qualidade do pasto (chuva, fertilizantes, idade e maturidade), confinamento, estresse, transporte, mudança de rotina etc.

Se desejar, entre em contato com o B.E.T. Laboratories para analisarmos o caso específico de cada animal e indicarmos os testes necessários para a avaliação da glândula tireoide.

  • Breuhaus, B.A, 2011 – Disorders of the Equine Thyroid Gland, Vet. Clin. Equine 27 (2011), 115-118.

Avaliação da função da Tireoide Equina

Exames indicados:

T4 total, T4 livre por diálise e T3 total

Avaliação de suplementação com levotiroxina sódica

Exame indicado:

T4 total

Não administrar levotiroxina sódica na véspera da coleta da amostra sanguínea.

Tumor da Célula da Granulosa (G.C.T.)

Tumor da Célula da Granulosa (G.C.T.)

O hormônio Anti-Mülleriano é utilizado no diagnóstico laboratorial do tumor da célula da granulosa (G.C.T.) por possuir uma excelente sensitividade. Infelizmente ainda não é possível a realização deste exame no Brasil, com isso continuamos a utilizar o teste clássico de estimulação com hCG.

Protocolo de coleta das amostras sanguíneas

  1. Coletar a primeira amostra sanguínea em tubo a vácuo de tampa vermelha (sem anticoagulante). Os exames a serem realizados serão Progesterona, Estrógenos Totais e Testosterona.
  2. Administrar de 6.000 a 10.000 UI de hCG via IM ou IV.
  3. Coletar segunda amostra sanguínea em tubo a vácuo de tampa vermelha (sem anticoagulante), 1 hora após a administração do hCG. Os exames a serem realizados serão Estrógenos Totais e Testosterona.
  4. Coletar terceira amostra sanguínea em tubo a vácuo de tampa vermelha (sem anticoagulante), 2 horas após a administração do hCG. Os exames a serem realizados serão Estrógenos Totais e Testosterona.

Exames e Protocolos por seguimento

Acesse aqui os exames que podem ser utilizados para avaliação hormonal e conheça mais sobre as doenças que afetam o sistema endócrino do seu paciente.

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21 2512-3326

21 2540-6940

11 99607-9462

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b.e.t.laboratories

21 98268-3704

Brasil
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Brasileiro/ Hospital Octávio Dupont - Lagoa
Rio de Janeiro - RJ - 22470-002

EUA
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Research Campus, 1501 Bull Lea Road -
Suite 102 - Lexington - KY - USA – 40511

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Agradecemos pelas fotos de autoria da Dra. Guta Alonso | RAAMA Reprodução Equina | Fazenda Elge